Fios da Ancestralidade
Contando a historia atravez das tranças.
Historia
Fios da Ancestralidade é uma plataforma digital de memória, pesquisa e cartografia sociocultural que se inicia em 2012, a partir de rodas de diálogo realizadas com jovens negras no Distrito Federal, no âmbito do Fórum de Juventude Negra, por meio da ação Trançando Ideias, idealizada pela trancista e mestra Layla Maryzandra.


A Origem do Saber (Raízes e Migração)
“A prática de trançar, além de ato manual, é o fio condutor que sustenta histórias de famílias, assim como dos seus territórios. […] os cabelos carregam significados que vão além da estética: ‘o espaço da cabeça identifica a pessoa; os cabelos e a cabeça têm esse poder de falar sobre a pessoa’”.

O Território da Desigualdade
● “No contexto de Brasília, mapas e outras representações espaciais refletem mais do que divisões geográficas; eles simbolizam narrativas hegemônicas que perpetuam exclusões. […] As narrativas dominantes sobre Brasília reforçam a ideia de um centro moderno e inclusivo […] enquanto marginalizam as periferias”s”.

○ “As regiões com maior percentual de trancistas são: Ceilândia (13,7%), Taguatinga (10,5%) e Santa Maria (8,4%) […] Por outro lado, a região com maior renda média, o Lago Sul (34%), não apresenta nenhuma trancista no mapeamento, o que reforça o quanto a localização geográfica está diretamente associada às desigualdades de renda e oportunidades”.(


O Mapa que se Move (Fluxos e Migrações Internas)
○○ “Se no Mapa de distribuição socioespacial de trancistas aparecem os pontos de localização apresentando como a desigualdade se manifesta no espaço geográfico do Distrito Federal, no Mapa de Migrações Internas de Trancistas os pontos se movem, tornando-se setas, que apontam fluxos migratórios internos evidenciando a complexidade dos processos de mobilidade na região”.

Quadradinho Ampliado
○ “○ “Essas migrações internas das trancistas não apenas denunciam as desigualdades estruturais que persistem no Distrito Federal, mas também evidenciam a luta pela construção de um espaço de resistência e afirmação cultural”.

Oficina de Mapa Afetivo
As Oficinas de Mapa Afetivo foram a metodologia participativa utilizada na pesquisa para construir essas cartografias junto a um grupo de trancistas negras do Distrito Federal e Entorno. A metodologia dessas oficinas fundamentou-se nos princípios da Educação Popular de Paulo Freire, utilizando a investigação temática a partir da realidade concreta das participantes. A estruturação das oficinas foi dividida em quatro eixos temáticos: Mapa Familiar, Mapa Cotidiano, Mapa Político e Mapa Patrimonial. A execução ocorreu da seguinte forma:
